
Víctor Erice

(1973)
35mm/HD, cor, som, 98 min
Em 1940, em plena ditadura franquista e na esteira da devastadora Guerra Civil, duas meninas – Ana de 6 anos e sua irmã mais velha, Isabel – assistem a Frankenstein numa exibição de cinema itinerante que chega a uma aldeia da meseta central espanhola. Ana fica impressionada e fascinada com o monstro e com o fato da morte tanto da menina como do monstro. Isabel diz-lhe que, pode convocá-lo com a simples frase: “Sou Ana, sou Ana”. Isolados e alheados, os pais encontram-se fechados nos seus próprios devaneios. O pai dedica-se a criar, investigar e escrever sobre abelhas e colmeias. De tonalidade mais melancólica, a mãe escreve cartas a um homem que ficará por revelar. Ana investiga activamente os mistérios da vida e da morte, repleta de dúvidas e perguntas. O filme é considerado visualmente uma obra prima do cinema – espaços, cor, luz, som, silêncio, tempo – e é, sem dúvida, um sensível retrato da vida interior de uma criança.

